Canga

Canga é uma obra admirável, a antiepopeia dos vencidos que, no entanto, traz em si o sopro heroico dos que vivem e morrem dignamente em meio a uma existência de aviltamento e opressão. Quem é Jesualdo Monte? Um “trabalhador geral”, um João-ninguém, um peão sem eira nem beira, um burro de carga, “uma rede tombada sobre […]

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Descrição

Canga é uma obra admirável, a antiepopeia dos vencidos que, no entanto, traz em si o sopro heroico dos que vivem e morrem dignamente em meio a uma existência de aviltamento e opressão. Quem é Jesualdo Monte? Um “trabalhador geral”, um João-ninguém, um peão sem eira nem beira, um burro de carga, “uma rede tombada sobre a água”, um ser “dilacerado nos eixos que te giram carroças e caminhos”. Jesualdo revolta-se, foge, lança-se contra o mundo inclemente, esconde-se, e o frio e a dor rondam o seu corpo macerado. Jesualdo “entra na morte, como se entra em casa”. O poeta Carlos Nejar, gaúcho, brasileiro e universal, sente a dor de Jesualdo como a dor do seu povo.

Alfredo Bosi

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