Descrição
Carlos Nejar, no Livro de Silbion, declina seu nome, sua idade, sua raça de poeta maior: “Silbion, Silbion, o inferno é ter nascido”.
Darcy Ribeiro
★★★★★
Obedecendo a uma declarada atitude épica, seus poemas estão divididos nos dez cantos exigidos tradicionalmente. Revelando desde essa estrutura formal externa a intenção de cantar a epopeia do homem, não é, porém, no plano da ação histórica que Nejar desenvolve esta poesia. Como já dissemos, situa-a num espaço alegórico que medeia entre o caos e a criação do cosmos, entre o eterno e o temporal.
Nelly Novaes Coelho
★★★★★
Parece estar surgindo entre nós o primeiro grande épico, no sentido de catalizador da experiência humana (…) Embora contagiado pela aura comum dos grandes mestres, Nejar se instala em nossa literatura a partir de uma linguagem individualíssima, que expressa, conscientemente, um mundo próprio. Sua técnica elaborativa, trabalhada com extenuação, molda o instrumento linguístico à feição de um pressuposto motor que, arrebatado por sua intuição, impulsiona o poema, como um dínamo, transcendendo pelo fogo da palavra, toda a ideia propulsora, não só a transformando como, ainda, a recriando em volume conotação.
Sérgio Ribeiro Rosa







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