O Agrippino Grieco que eu conheci

Agrippino Grieco está muito vivo nestas páginas de Abeylard Pereira Gomes: ereto, desempenhado, andando a largas passadas, infatigável na caminhada e inesgotável na verve, audacioso na crítica, cheio de imaginação na palestra, rindo ruidosamente e fazendo rir a quantos o ouviam. Abeylard teve, dezenas de vezes, o que considero, como ele também o considera, o […]

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Agrippino Grieco está muito vivo nestas páginas de Abeylard Pereira Gomes: ereto, desempenhado, andando a largas passadas, infatigável na caminhada e inesgotável na verve, audacioso na crítica, cheio de imaginação na palestra, rindo ruidosamente e fazendo rir a quantos o ouviam.

Abeylard teve, dezenas de vezes, o que considero, como ele também o considera, o privilégio de acompanhar Agrippino em excursões pela terra fluminense, em Duque de Caxias, em Niterói, em Teresópolis, privilégio de que fui privado por viver no exterior.

A convivência de Abeylard com Agrippino traz-me, agora, como que uma ampla compensação de tudo quanto perdi nesses dez anos, os últimos da vida do meu Pai e Mestre, década em que agora me reintegro em sua plenitude, tão fiel e tão inteligente é a recapitulação que Abeylard fez do que viu e ouviu, caminhando ao lado do crítico, numa assistência feita de amizade, de respeito e de admiração, desinteressada e prestante, e de forma tão imensa que hoje, creio será impossível escrever a biografia de Agrippino sem recurso a estas páginas tão cheias de vida.

Reencontro em Abeylard o intelectual vibrante de que Agrippino me falava em suas cartas, companheiro discreto e polido, muito atento a tudo quanto o Mestre dissesse e tudo guardando na memória de modo a transformar essas anotações caleidoscópicas em um painel homogêneo, verdadeiro e palpitante de vida.

Repito: Agrippino está muito vivo nestas páginas, no seu humor e na sua imaginação, na sua fantasia e no seu temperamento irrequieto, curioso de todas as coisas do espírito e, ao mesmo tempo, imbuído de sua sensibilidade franciscana, que reflui, permanentemente, em seus livros, ao lado das páginas de sátira contundente, sátira que é sempre

de profundo valor estético, na beleza das imagens e na pureza do estilo.

Os pesquisadores da literatura brasileira valer-se-ão muito, estou certo, de O Agrippino Grieco que eu conheci.

Com livro tão aberto e tão pululante de verdade, Abeylard Pereira Gomes presta real serviço à chamada República das letras, em que biografado e biógrafo se dão as mãos e caminham juntos em tantas jornadas de tão alto e tão belo sentido intelectual.

Donatello Grieco

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