Testemunho em areia

Apresentação Sente-se o prosador habituado ao emprego da linguagem em sua função referencial, com sintaxe essencialmente articulada, apoiada formalmente nos conectivos, na coordenação e subordinação. É poesia de contornos nítidos, com imagens de captação quase instantânea, de uma simplicidade que, longe de ser produto do descaso ou da facilidade tentadora, é fruto de tarefa elaborada […]

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Descrição

Apresentação

Sente-se o prosador habituado ao emprego da linguagem em sua função referencial, com sintaxe essencialmente articulada, apoiada formalmente nos conectivos, na coordenação e subordinação.

É poesia de contornos nítidos, com imagens de captação quase instantânea, de uma simplicidade que, longe de ser produto do descaso ou da facilidade tentadora, é fruto de tarefa elaborada e de cuidadosa diligência. Simplicidade resultante de trabalho, de busca de um essencial.

São as imagens, seu desenvolvimento e concatenação que criam o clima poético (o encantamento), muito mais que o habitual jogo de sequências fônicas revestidas de conceitos e significados às vezes apenas sugeridos — como se vê em muita poesia de hoje.

Poesia cerebral, lúcida, de vivências evocadas por alguém que sabe o que quer dizer e o consegue, não recorrendo nunca a lugares-comuns e clichês.

O poeta revela habilidade em conduzir o leitor através de seu universo poético onde não há delírios nem exageros, mas densa maturidade, sugestões de belezas plásticas e velado sensualismo.

Ronaldo Menegaz

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