Descrição
Carlos Nejar, que se consagrou como um dos nossos mais importantes poetas, aparece nesta narrativa de uma forma inusitada, prendendo o leitor entre o sonho e a realidade, por meio de um texto vertiginoso, hipnótico, em que Jaques Netan, quixotescamente lúcido, é a própria condição humana. Ou, antes, é cada um de nós, sob o avanço inexorável do destino, círculo, pesadelo, opressão política (totalitária) ou social, barbárie — em suma, de todas as formas-símbolos do labirinto que nos envolve e que nos impele ao desconhecido, sem, às vezes, sequer nos apercebermos.
Jaques Netan é vivo, como todos nós.
Sua ligação com outros personagens, entre fabulações e invenções, apresenta-nos um universo estranho, múltiplo, com a luta terrível da liberdade e sobrevivência, do tempo contra a duração, do que persiste existindo contra toda a morte.
Ninguém conseguirá abandonar este livro instigador, de períodos breves, elipses, cortes, que atingem certeiramente a experiência do leitor. Trata-se de livro de paixão, simples e universal, corajosamente humano, de um grande ficcionista. E, por sua dimensão profética e apocalíptica, veio para ficar.







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